RAINHA D. CONSTANÇA MANUEL

Quarto

História

D. Constança Manuel nasceu em 1316 em Garcimunoz e faleceu a 13 de Novembro de 1345 em Santarém. Foi uma nobre castelhana, filha de Constança de Aragão e de João Manuel de Castela.

Foi rainha de Leão e Castela e Rainha Consorte de Portugal por casamento com D. Pedro I de Portugal. Com apenas 7 anos, seu pai casa-a com o seu pupilo, Afonso XI de Castela, que atingira então a maioridade com 14 anos. Este casamento foi ratificado pelas cortes a 28 de Março de 1325, mas não foi consumado. Seu marido repudia-a e prende-a no Castelo de Toro até 1327, altura em que este rei faz novo casamento.

Foi combinado novo casamento com o infante D. Pedro, irmão de Maria de Portugal e seu primo afastado. Seu pai consentiu o casamento por procuração, mas não permitiu que saísse de Castela. A cerimónia deste casamento por procuração teve lugar a 06 de Fevereiro de 1336, no Convento de São Francisco em Évora. Esta retenção de D. Constança por parte do rei originou um conflito entre os reinos, aproveitado pelos inimigos mouros. Como tal, D. Afonso IV de Portugal e Afonso XI de Leão e Castela assinam um tratado de paz em Julho de 1340.

Só em 1339 este casamento seria realizado com a presença dos noivos e é nesta altura que recebe, como dote do rei, as vilas de Montemor-o-Novo, Alenquer e Viseu.

No séquito das suas aias vinha Inês de Castro, uma jovem galega, por quem D. Pedro se apaixona. Este romance (também dado a força da família de D. Inês, filha do fidalgo Pedro Fernandes de Castro) tinha implicações políticas que o pai de D. Pedro não poderia deixar passar em branco.

Deste casamento nascem 3 filhos, D. Luís, que morre uma semana após o nascimento, D. Maria Infanta de Portugal e D. Fernando I de Portugal.

O facto do primeiro filho deste casal morrer faz recair suspeitas sobre D. Inês, que cada vez mais sobressai na corte e cujo romance com D. Pedro estava cada vez mais às claras. D. Afonso IV decide exilar D. Inês de Castro em Albuquerque, junto à fronteira espanhola, em 1344.

Este romance adúltero terminou numa das mais trágicas histórias de amor da monarquia de Portugal, com D. Inês de Castro a ser assassinada e D. Constança a falecer de desgosto pela traição do marido.

Não chega a ver D. Pedro I de Portugal a subir ao trono. Foi sepultada no Convento de São Domingos, em Santarém e mais tarde transladada para o Museu do Carmo.

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